quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Nada mais casual que a passagem do tempo
Nada mais permanente que a existência do tempo
Nada mais atemporal que nossa existência
Tudo o que pode ser marca neste pequeno grão de areia
Não condiz com passagem alguma
É apenas uma marca
E outra lembrança

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Minha ironia
Trescala
Um beijo inóspito
Hostil
Sutil
Devaneio
Meu
Teu
E minha mão
Acena
Um adeus
A linha entre o sono e a morte
Também é uma demência relativa.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A linha que separa o hoje do amanhã
É uma demência relativa.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sou tão desesperado (dirias imaturo)
Que canto ao meu futuro
A elegia do que há de vir!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Realmente não penso muito no que fazer nestes minutos já então distantes. Realmente não me importo. É... Não me importo.
Há coisas que são feitas para ficarem apenas nessa distância. Tão doce... Admirar as coisas em seu mistério, em sua beleza intocável, e ao mesmo tempo se exaurir naquela angustia de tê-las... De tê-las ao menos uma vez. Uma vez!
E nesse silêncio envolto, permaneço com minha inquietude. Desejoso, olhando, por aquela janelinha, as coisas que vão e vem e o nada que permanece aqui...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Olhar-te nunca será reconfortante enquanto eu não souber olhar a mim mesmo.